A segunda noite do carnaval especial do Rio foi bem diferente dos anos anteriores devido ao terrível incêndio que afetou três escolas de samba. Nesta noite não podemos ver a Grande Rio nem a União da Ilha desfilarem para competir, ficamos então com dois exemplos de garra e amor ao carnaval. Incrivelmente as duas agremiações conseguiram levar para a avenida o maior exemplo de quando fazemos algo com amor, não existe o impossível. Em nossas mentes ficavam a pergunta: mas como conseguiram fazer tudo isso em tão pouco tempo? Só o carnaval e o amor de quem faz esse espetáculo são capazes de realizarem essa proeza.
Realmente já não tinha mais lugares para ver o show do Salgueiro, mas isso não foi suficiente já que a escola teve grandes problemas com a evolução. O lado bom dessa história é que o enredo era maravilhoso, o samba bom e as fantasias leves e de muito bom gosto. A Salgueiro apenas projetou sonhos na avenida, mas o cenário não foi perfeito.
Surpresa? Que nada! Com um samba ruim ao ponto de mencionar um carnaval passado (sonhando com os velhos tempos) e totalmente fora do ar, a Mocidade foi salva pelo talento do carnavalesco Cid, que trouxe um bom desenvolvimento do enredo, apesar de ser difícil, e fantasias e alegorias quase impecáveis.
O mago das cores esse ano foi Paulo Menezes. Fez um trabalho excelente na Porto da Pedra, que veio leve, com bom desenvolvimento do enredo, alegorias lindas com poucos erros, mas pecou no canto... muito fria.
Em 2004 a Caprichosos falou do mundo encantado da Xuxa e decepcionou com um desfile literalmente infantil, em 2005 a Imperatriz juntou dois gênios da literatura infantil e fez um desfile grandioso e em 2011 a Porto da Pedra me fez lembrar a Imperatriz. Fiquei muito feliz em ver esse belo desfile e que essa renovação, que tanto a escola a prega, seja o início de um ciclo onde predomine a maturidade. Parabéns, Porto.
A simplicidade de um Rei. A beija- flor tinha os dois, a simplicidade e o rei. Muitos estão dizendo que a escola emocionou e que estará na disputa do campeonato junto com a Tijuca e Vila Isabel, mas discordo. Há muito tempo não se via a beija flor tão mal acabada.
Agora que todas já se apresentaram, pode se falar do campeonato. Na modéstia eu coloco a Tijuca e a Vila Isabel para disputarem o primeiro lugar. Não consigo enxergar outras favoritas. Destaque para Mangueira e Beija Flor que podem nos surpreender.
Só para destacar, a Vila Isabel pecou duas vezes em seu desfile, a primeira eu já citei anteriormente – comissão de frente- e o segundo pecado foi a última alegoria, que me fez lembrar o comercial da Pantene. Um verdadeiro horror para o samba.
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