Entrelaçados num belo samba
Falar do enredo da Vila Isabel é expor a idéia de que não existe enredo ruim, e sim falta de criatividade.
Mitos e histórias entrelaçadas pelos fios de cabelo mostra-se um enredo patrocinado e que a diretoria da agremiação teve a sabia decisão de entrega-lo nas mãos de uma carnavalesca fantástica capaz de extrair a essência de qualquer tema.
Poderíamos citar inúmeros enredos que se apresentavam batidos, e que na avenida superou todas as criticas, mas vou lembrar de um, justamente ligado à Rosa Magalhães: O tititi do sapoti. Lembram? Carnaval de 1988 da Estácio de Sá.
Jamais poderíamos acreditar num tema tão simples que de longe não era nem um pouco doce, assim como o enredo da Vila de 2011 que nasceu opaco e com muitas pontas duplas, necessitando de uma hidratação profunda.
A sinopse tenta seguir uma ordem cronológica mas se torna difícil pois existe cabelo na historia, na música, na literatura entre outros, sendo assim observa-se um cuidado mais do que especial para elaborar a sinopse.
Outro fato importante é que a sinopse é sucinta, os parágrafos são curtos e muitas vezes empobrecem ainda mais o tema: "Um caso individual da força do cabelo é a história bíblica de Sansão e Dalila. Ao contrário das histórias relatadas nos dois parágrafos acima, Sansão perdeu os poderes quando lhe cortaram os cabelos" Um parágrafo misero mediante a rica história de Sansão e Dalila.
Enfim, todo talento de Rosa e a garra da escola serão poucos para ostentar uma posição digna a escola do bairro de Noel.
Um ponto positivo para esse carnaval é o samba rápido, com uma letra de respeito que mescla muito bem o tema e não o torna óbvio demais, citando a palavra cabelo uma única vez já no refrão final. Parabéns.
Ah! Já estava me esquecendo: O que esperar das alegorias?
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