Entrevista: Novos talentos de uma antiga arte!
Muitas escolas preferem carnavalescos experientes, outras buscam nos novos e as inovações. Isso faz com que cada vez o carnaval seja mais competitivo e criativo.
O carnavalesco Ney Junior é um jovem mestre da arte da folia e será o entrevistado do blog ficando à vontade para expor seus sentimentos, sua visão, sua experiência e seus planos para o futuro no carnaval.
Acompanhem a entrevista.
Ney, eu gostaria que você dissesse como o carnaval surgiu na sua vida?
Sempre gostei de carnaval, desde muito pequeno acompanhava as escolas pela televisão. Desde então começou meu amor pelo carnaval.
Qual sua expressão por essa arte?
Sempre inovadora.
Defina seu estilo.
O novo me chama muita atenção. É sempre bom aliar o novo com o tradicional.
Antes da escola Arame do Ricardo, Grupo E do Rio, por onde você passou?
Esse é meu primeiro carnaval no Rio. Trabalhei em alguns projetos de fantasias e alegorias, mas nada com a minha assinatura. Assim, tive o prazer de realizar alguns trabalhos no "carnaval virtual". Foi uma ótima experiência.
Como é fazer carnaval no grupo E que quase não se houve falar?
É um desafio. Trabalhar em um grupo com poucos recursos requer muita criatividade. Nos últimos anos, os desfiles dos grupos de acesso vem crescendo muito, mas ainda existe muito o que melhorar.
O que se aprende em um grupo, aparentemente sem destaque?
Aprendemos acima de tudo a reciclagem. Muita das vezes reaproveitamos materiais de anos anteriores para a confecção de fantasias e alegorias. Hoje em dia quem não souber reaproveitar materiais, não consegue realizar o seu trabalho.
Qual o destaque de um grupo assim?
A comunidade. Ela sempre faz a diferença.
O que é mais difícil para se trabalhar num grupo menor: a falta de dinheiro ou sintetizar uma sinopse e deixá-la completa com tão pouco setores?
Sempre digo que é de tudo um pouco. A dificuldade financeira existe, mas com boas ideias conseguimos contorna-las. Nesse grupo, procuramos sempre abordar temas de fácil leitura, tanto pelo público como para os jurados. Com temas leves e de fácil compreensão, deixamos o desfile mais enxuto, conquistando assim a confiança dos demais setores.
Um desfile inesquecível?
Gosto sempre de sitar meu mestre, o cara que sempre foi a minha inspiração, João Trinta. É difícil destacar um desfile, mas tenho boas lembranças do carnaval 2002 da Grande Rio, onde o enredo foi: "OS PAPAGAIOS AMARELOS NAS TERRAS ENCANTADAS DO MARANHÃO". Um desfile completo, tudo maravilhoso.
Um desfile para se esquecer?
Agora não me lembro de um desfile para se esquecer. (rs)
Todos os desfiles são especiais. Umas escolas se dão bem, outras não tão bem. Mas vale todo o trabalho e o esforço de quem "traduz ideias em algo concreto".
Muitos críticos dizem que alguns desfiles estão se tornando shows da Broadway. Você concorda?
Devo concordar. Inovações são sempre bem vindas, mas devemos tomar cuidado com as repetições. O carnaval não pode tornar-se somente espetáculo sobre quatro rodas, tem que ter harmonia e samba no pé.
Planos para o carnaval?
Cada vez mais me dedicar e trabalhar forte. Gosto de desafios. Amo o que faço.
Plano para você no carnaval?
Trabalhar, trabalhar e trabalhar. (rs)
Em 2012 o carnaval será?
Espero que a cada ano o carnaval evolua mais e mais. É uma cachaça dificil de largar. Transformar seus sonhos em realidade é muito gratificante. O carnavalesco não faz o carnaval sozinho, devemos compartilhar com todos. Todos temos responsabilidades, se ganhamos, ganhamos todos. Essa é a magia.
Ney, muito obrigado por essa entrevista, parabéns pelo seu trabalho, pelo troféu de melhor carnavalesco do grupo E do Rio e que Deus o ilumine sempre. Grande abraço.
O trabalho do carnavalesco Ney, na escola Arame de Ricardo, pode ser acompanhado nos vídeos que serão postados.
Obrigado pelo carinho. Abraços a todos!
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